[…] Nos vimos pouco. O que criamos vem dos esparsos encontros que tivemos. Deliciosos, quase sempre. Ao menos para mim. Gostaria que fosse assim a vida toda. Acho natural que o fascínio tenha marcado a minha atração. É mágico mesmo. Não usei o termo adolescência para obscurecer o sentido dessa fascinação. Não vivo em tal estado de inconsciência sobre o que se passa conosco.[…]Discordo de você quanto à nossa condição “adolescente”. Ela não é sublimadora. Ela é fundamental para explicar o viço que temos um com o outro. Não esconde, ao contrário, revela o que há entre nós. De novo, não agimos inconscientemente quando nos relacionamos, você e eu. Sabemos bem o que nos limita. […] Você fala do seu perfil leonino. Conheço bem o arquétipo (sou filho de pai e mãe do signo de Leão). Eu, ao contrário, sou Peixes e Câncer, dois signos coletivos. Funciona mais ou menos assim: olho para os outros e depois para mim; é impossível agir sem enxergar a interrelação. Já os de Leão são leais aos outros, mas não costumam violentar a si mesmos, nem aceitam ser violentados assim tão facilmente. Daí pergunto como fica essa leonina e a soberania do seu reinado sobre a floresta? […]O que quero para você, para nós, ou para outro a quem eu ame, é diferente. A importância que atribuo a você é maior do que você enxerga. Não são palavras racionalizantes […]. Mas é verdade e significativo que eu queira dizê-las, quando me empenho em transformar o que temos, em vez de destruir o que não posso ter. A sedução vai continuar. Tomara nunca acabe. Você sabe que me seduz só por estar presente, só por estar comigo, até por falar ao telefone. “Prazer primordial”, como você definiu. É uma porção que podemos viver livremente. […] Você está certa, a vida é curta e sem garantias. Recuso perder a confiança “de olhos fechados” nos seus olhos azuis. Gosto de você e não abro mão. Se você aceitar, façamos disso o melhor que der. Talvez nunca seja o suficiente. Mas se nós dois quisermos, será sempre bom. Tomemos as coisas dessa forma. Minha querida e amada”.
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Não deixe de me escrever, não. Seu sinal de vida torna meu dia-a-dia mais leve. Fico cheio de coisas pra te contar, e acho que mentalmente as digo a você. Sem exagerar nessa visão yogi, de algum modo você recebe as emissões”.






oi Bia!
Passei e vi seu blog! Tão bonitinho…. Em breve devo montar um tb. Minha viagem para Paris será no próximo dia 04. Então, passei para dar um oi!
Abs,
Rick
JUDEU, MÉDICO, CIRURGIÃO DO DOENÇAS DO AP DIGESTIVO, 63 anos, paulistano, conhecedor da antiga zona do meretricio (sem idade para frequentá-la) = EU MESMO, analfabeto na história das polacas!!
Parabens, Bia, por tudo que vc produziu nesta area e pelo respeito a estas pobres patricias vitimizadas pela intolerancia antijudáica e judáica.
Descobri há uma semana (!!!) ao acaso, andando pelas alamedas do cemiterio do butantã aquelas sepulturas “diferentes” sem saber o que representavam. Fui atras e descobri coisas de minha cidade, de minha comunidade, enfim, de minha “volta” totalmente “novas”… Isto é incrível! Pensava ser um homem esclarecido. Que vergonha – mas ainda há tempo, vou ler sua obra e me colocar a disposição para ajudar no que precisar.
Querida Bia
Desculpe a intimidade, mas sinto isso.
Tenho nesses anos acompanhado toda a sua luta e o seu trabalho. Embora de longe, pois moro em São Paulo, graças a esse meio de comunicação fico sabendo de algumas coisas que considero muito importante.
Cheguei a convidá-la para vir . até a nossa Faculdade fazer uma palestra. Falta o sinal verde da direção.
Parabens pelo Blog
Bjs